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Edição #17 da Macarena .:arquivos:.
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[sexta-feira, 26 de dezembro de 2008] Relato de uma FãEu soube que o Maroon 5 viria fazer show no Brasil, mais especialmente no Rio no começo de Setembro. Na verdade, quando eu vi a notícia no jornal ainda era só um boato. Mas eu fiquei acompanhando e, quando pararam de vender os ingressos às escuras pro Pop Rock Brasil era oficial, Maroon vinha ao Brasil fazer 3 shows. E melhor ainda, as vendas aqui pro Rio começavam no dia do meu aniversário! E é claro, eu comprei no primeiro dia. Não deu pra ir na curva aonde o vento vai depois de roubar as botas de Judas Arena HSBC, então foi pela internet mesmo, pagando todas aquelas 861736 taxas de inconveniência. A essa altura do campeonato eu já estava toda serelepe na comunidade do orkut, fazendo altas amizades (ok, mentira, mas finge). E aí decidiram fazer uma camisa oficial pra turnê deles aqui. Nossa, foi tão divertido acompanhar a escolha da melhor letra, da melhor cor, de tudo. No final ficou decidido que teria um encontro no sábado antes do show para a garota entregar as camisas pra gente. Chegando lá tinha gente que se conhecia, gente que nunca tinha se visto antes, mas saímos todos amigos de infância, esperando ansiosamente pelo show. Nunca uma semana passou tão devagar. Parecia que cada dia se arrastava e que a sexta feira estava a milênios de distância. Até que ela chegou. E é claro que TUDO deu errado no dia. Eu não tinha dinheiro e o banco estava fora do ar, me atrasei por conta disso e acabei chegando uma hora atrasada aonde tinha combinado com uma amiga. Mas tudo bem, vamos para tão-tão-distante a Arena. Depois de uma hora de ônibus chegamos... No nada. Sim, aquele lugar é entre o nada e o lugar nenhum. MUITO LONGE. Mas tudo bem, minha amiga já tinha estado lá pra comprar o ingresso então ela me guiou. Na ansiedade nós corremos quando vimos que já tinha uma fila razoável. Mas a gente não precisava ficar com medo... quase todo mundo era conhecido! Isso eram 3h da tarde. O portão abria às 7h. Daí em diante eu não parei mais. Era rir do garoto que não sabia aonde morava e nós começamos a falar que ele veio de Nárnia, era segurar a bandeira para o povo assinar, era pensar numa mensagem central para a parte amarela da bandeira, era comer biscoito porque não podia entrar com comida, era zoar o povo, era saudar quem chegava, era rir do acampamento do RBD que já estava lá há um mês, era tirar a mesma foto zilhões de vezes com máquinas diferentes (foto 1 e foto 2). Nossa, as horas passavam voando. Quando eu reparei já tinha uma fila GIGANTE e uma tia aleatória estava tentando organizar a fila, limpar o chão e impedir que qualquer um a mais entrasse na frente da filha dela. E aí deu 7 horas. A tensão de todos era perceptível. Ali no começo da fila todo mundo se alongando e preparando-se pra subir as longas rampas do HSBC Arena. A hora passava e nada. Quase 7:30 chegou um segurança e tentou passar as instruções pra gente. “Não corram”, ele disse. Doce ilusão né? Quando ele deixou os 10 primeiros da fila da pista e pista vip passarem, parecia corrida de fórmula 1. Ele travou bem na minha vez e eu tive que esperar e levar bronca. Andei rápido 5 metros e depois corri o quanto eu conseguia. Graças à minha amiga, e não à minha capacidade física, eu fui a 3ª garota da pista vip a ser revistada. Mas isso depois de uns 20 minutos esperando lá em cima, está achando que é fácil? Depois, adivinha? Mais corrida. Agora a final, até a grade. E depois de se grudar na grade como com superbonder, foram só mais 2h até o show começar. Quase nada! Ainda ganhamos uma garrafa d’água do roadie carinhosamente apelidado por nós de waterguy. Só pra constar, EU que o chamei e foi pra MIM que ele jogou a garrafa. Mas também foi o único roadie que sequer olhou pra gente. E o show. Ah, o show. Nos intervalos das primeiras músicas o Adam olhou pra mim (tudo bem que foi porque eu tava feito doida tentando chamar a atenção dele pra dar a bandeira, mas ele olhou pra mim). Depois o James jogou a palheta no meu braço. Eu gritei, fiquei rouca, filmei, tirei fotos, me descabelei, chamei o Adam de gostoso umas 3752863 vezes, quando ele falou que gostava do Brasil porque nós tínhamos bunda, nossa... Mas aí acabou. Nós como éramos espertas, tínhamos conversado com o segurança antes do show. Mas ele como era esperto, tinha dado informação errada pra gente. Mas nós como éramos espertas, já sabíamos a certa desde o início. Só que não dava pra entrar no camarim. Tinham umas 20 pessoas tentando. E o produtor deles era muito chato. Eu sei, eu falei com ele. Então nós seguimos a super-dica de um amigo que sabia por onde eles iam sair porque tinha vindo no ônibus com funcionários da Arena! Demos a volta naquele lugar “pequenininho” e achamos a saída do estacionamento mais escondida. Ficamos fazendo plantão lá, passou até o batmóvel! Até que passou uma van que não tinha como não ser deles. Nós nos jogamos na frente dela. SIM! Isso mesmo, ficamos paradas na frente da van. Só que o segurança nos desconcentrou falando que não era aquela, que era uma outra que ainda ia vir, e nós saímos da frente. Foi a gente sair da frente que a van acelerou e vieram umas meninas histéricas correndo saindo do estacionamento. Nós percebemos o erro e começamos a correr atrás da van, uma parte do meu grupo até alcançou ela no engarrafamento que tava, mas uma das meninas histéricas tava batendo no vidro da van, gritando feito louca e aí nem abriram a janela =( Essa parte foi triste. Nós voltamos pra entrada da Arena todos deprimidos e tal... Mas agora a gente tem certeza de que só não conseguimos por conta das garotas histéricas, porque no hotel teve gente que conseguiu falar com eles e falaram que eles foram super-simpáticos. Mas tudo bem, quando eles voltarem eu consigo. Nem que eu tenha que fazer acampamento no aeroporto, no hotel, na Arena.... Para fotos: http://s404.photobucket.com/albums/pp122/maroon5inrio/ Para vídeos: http://www.youtube.com/user/pipocaaa Langel Lovegood por Equipe Macarena * 14:33 ___________________ |